Lei Seca: Art. 165 e Art. 165-A do CTB – Os riscos invisíveis que podem custar caro
- Ricardo Caetano | Advogado

- há 5 horas
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A Lei Seca é uma das fiscalizações mais rigorosas do Código de Trânsito Brasileiro e, ao mesmo tempo, uma das que mais geram dúvidas, prejuízos e armadilhas para o condutor. Os artigos 165 e 165-A do CTB tratam de infrações gravíssimas que podem resultar em multa elevada, suspensão do direito de dirigir e outras consequências administrativas sérias.
Justamente por isso, é fundamental compreender não apenas a lei, mas também os riscos práticos envolvidos em uma abordagem e as falsas “facilidades” que surgem nesses momentos.
O que dizem os artigos 165 e 165-A do CTB
Art. 165 do CTB: trata da infração de dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência.
Art. 165-A do CTB: pune a recusa em se submeter a testes, exames clínicos, perícia ou qualquer outro procedimento que permita certificar a influência de álcool ou substância psicoativa.
Ambos configuram infração gravíssima, com:
Multa elevada (multiplicada);
Suspensão do direito de dirigir;
Processo administrativo complexo;
Possível agravamento em caso de reincidência.
O perigo de “entregar o cartão” na operação
Muitos condutores, por nervosismo ou desinformação, entregam o cartão bancário ou aceitam “ajudas” no momento da abordagem, sem perceber que estão se colocando em risco.
Essa conduta pode gerar:
Uso indevido de dados bancários;
Golpes financeiros;
Dificuldade de comprovação posterior;
Prejuízos que vão muito além da multa de trânsito.
Em uma operação da Lei Seca, nenhuma solução fora do procedimento legal é segura.
As chamadas “fadas” e a retirada do veículo
Outro risco frequente são as chamadas “fadas”, pessoas que se aproximam do condutor oferecendo retirar o veículo do local, “resolver a situação” ou evitar maiores consequências.
⚠️ Atenção: Essas práticas não são legais e podem configurar crimes, tanto para quem oferece quanto para quem aceita. Além disso, o condutor pode acabar:
Perdendo o veículo;
Pagando valores abusivos;
Ficando sem qualquer comprovante;
Agravando sua situação administrativa e jurídica.
A complexidade do procedimento da Lei Seca
O que muitos não sabem é que o processo da Lei Seca não termina na abordagem. Pelo contrário: ali começa um procedimento administrativo técnico e cheio de detalhes, que envolve:
Análise formal do auto de infração;
Verificação da legalidade da abordagem;
Prazos específicos;
Defesas e recursos administrativos;
Possibilidade de nulidades e ilegalidades.
Um erro cometido no início pode comprometer toda a defesa futura.
O perigo das “facilidades” que viram crimes
Promessas de “resolver tudo rápido”, “sumir com a multa” ou “evitar a suspensão” geralmente escondem condutas ilícitas que podem resultar em:
Investigação criminal;
Prejuízos financeiros elevados;
Situação jurídica muito mais grave do que a infração original.
Em matéria de Lei Seca, o barato quase sempre sai caro.
A importância de um profissional experiente
Diante de um cenário tão sensível e técnico, contar com um advogado experiente em Lei Seca e Direito de Trânsito não é um luxo, é uma necessidade.
A atuação profissional adequada permite:
Avaliar a legalidade do procedimento;
Evitar prejuízos maiores;
Utilizar os meios corretos de defesa;
Proteger seus direitos de forma segura e responsável.
Se você foi abordado em uma operação da Lei Seca ou responde a processo administrativo de suspensão da CNH, procure orientação jurídica especializada.Cada caso exige análise técnica e individualizada.
👉 A informação correta e a atuação profissional fazem toda a diferença.




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