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Lei Seca: Art. 165 e Art. 165-A do CTB – Os riscos invisíveis que podem custar caro

A Lei Seca é uma das fiscalizações mais rigorosas do Código de Trânsito Brasileiro e, ao mesmo tempo, uma das que mais geram dúvidas, prejuízos e armadilhas para o condutor. Os artigos 165 e 165-A do CTB tratam de infrações gravíssimas que podem resultar em multa elevada, suspensão do direito de dirigir e outras consequências administrativas sérias.



Justamente por isso, é fundamental compreender não apenas a lei, mas também os riscos práticos envolvidos em uma abordagem e as falsas “facilidades” que surgem nesses momentos.



O que dizem os artigos 165 e 165-A do CTB



  • Art. 165 do CTB: trata da infração de dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência.

  • Art. 165-A do CTB: pune a recusa em se submeter a testes, exames clínicos, perícia ou qualquer outro procedimento que permita certificar a influência de álcool ou substância psicoativa.


Ambos configuram infração gravíssima, com:



  • Multa elevada (multiplicada);

  • Suspensão do direito de dirigir;

  • Processo administrativo complexo;

  • Possível agravamento em caso de reincidência.



O perigo de “entregar o cartão” na operação



Muitos condutores, por nervosismo ou desinformação, entregam o cartão bancário ou aceitam “ajudas” no momento da abordagem, sem perceber que estão se colocando em risco.



Essa conduta pode gerar:



  • Uso indevido de dados bancários;

  • Golpes financeiros;

  • Dificuldade de comprovação posterior;

  • Prejuízos que vão muito além da multa de trânsito.


Em uma operação da Lei Seca, nenhuma solução fora do procedimento legal é segura.



As chamadas “fadas” e a retirada do veículo



Outro risco frequente são as chamadas “fadas”, pessoas que se aproximam do condutor oferecendo retirar o veículo do local, “resolver a situação” ou evitar maiores consequências.



⚠️ Atenção: Essas práticas não são legais e podem configurar crimes, tanto para quem oferece quanto para quem aceita. Além disso, o condutor pode acabar:



  • Perdendo o veículo;

  • Pagando valores abusivos;

  • Ficando sem qualquer comprovante;

  • Agravando sua situação administrativa e jurídica.



A complexidade do procedimento da Lei Seca



O que muitos não sabem é que o processo da Lei Seca não termina na abordagem. Pelo contrário: ali começa um procedimento administrativo técnico e cheio de detalhes, que envolve:



  • Análise formal do auto de infração;

  • Verificação da legalidade da abordagem;

  • Prazos específicos;

  • Defesas e recursos administrativos;

  • Possibilidade de nulidades e ilegalidades.



Um erro cometido no início pode comprometer toda a defesa futura.



O perigo das “facilidades” que viram crimes



Promessas de “resolver tudo rápido”, “sumir com a multa” ou “evitar a suspensão” geralmente escondem condutas ilícitas que podem resultar em:



  • Investigação criminal;

  • Prejuízos financeiros elevados;

  • Situação jurídica muito mais grave do que a infração original.



Em matéria de Lei Seca, o barato quase sempre sai caro.



A importância de um profissional experiente



Diante de um cenário tão sensível e técnico, contar com um advogado experiente em Lei Seca e Direito de Trânsito não é um luxo, é uma necessidade.



A atuação profissional adequada permite:

  • Avaliar a legalidade do procedimento;

  • Evitar prejuízos maiores;

  • Utilizar os meios corretos de defesa;

  • Proteger seus direitos de forma segura e responsável.



Se você foi abordado em uma operação da Lei Seca ou responde a processo administrativo de suspensão da CNH, procure orientação jurídica especializada.Cada caso exige análise técnica e individualizada.



👉 A informação correta e a atuação profissional fazem toda a diferença.

 
 
 

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