Não é a IA que vai tomar seu emprego, e sim quem sabe usá-la, diz Nvidia
- Ricardo Caetano | Advogado

- 12 de jul. de 2025
- 4 min de leitura
O Voxel conversou com a Nvidia na Gamescom Latam sobre o mercado nacional de desenvolvimento, GeForce Now, IAs na indústria de games e mais; Confira a entrevista!
A participação da Nvidia na Gamescom Latam 2025 marcou uma virada estratégica na atuação da empresa na América Latina. Presente no evento com suporte direto da matriz global, a gigante da tecnologia reforça sua aposta no crescimento da região e destaca o interesse em fortalecer o relacionamento com estúdios locais para democratizar o acesso às principais tecnologias da casa.
Alexandre Ziebert, gerente de marketing de tecnologia da Nvidia no Brasil, contou ao Voxel que o país entrou oficialmente no calendário da divisão global da empresa. “A gente não está aqui como Nvidia Brasil, a gente está aqui como Nvidia Global”, disse.
Segundo o executivo, o interesse do público latino-americano e o potencial de crescimento acima da média global foram fatores decisivos nessa movimentação. “A região da América Latina tem um crescimento maior do que a média global e a gente tem muito espaço para crescer”, completou.
No estande da empresa na Gamescom Latam, por exemplo, diversos títulos brasileiros ganharam espaço, incluindo, nomes como o game de terror AILA e Changer Seven, do estúdio Gixer — que, inclusive, integrou recursos da Nvidia em poucos dias no jogo para participar do evento, provando o ponto de que as tecnologias da empresa são bem acessíveis.
Ziebert destaca que as ferramentas atuais da empresa foram pensadas justamente para facilitar o trabalho de equipes de todos os tamanhos e de qualquer lugar do mundo: “A gente já está num ponto onde as nossas tecnologias são fáceis o suficiente para desenvolvedores independentes, pequenos, brasileiros e de todos os portes”.
Inteligência artificial é uma vilã na indústria de games? Nvidia vê mais como uma oportunidade
Questionado sobre o impacto das ferramentas de IA na indústria de games e em como pode ser esse cenário daqui a 10 anos, Ziebert acredita que a tecnologia deve ser usada como uma forma de potencializar o trabalho dos desenvolvedores — principalmente em estúdios menores.
“A IA não vai tomar seu trabalho, quem vai tomar é alguém que sabe usar a IA”, resumiu. Ele cita casos em que artistas podem transformar ideias em resultados finais em muito menos tempo, com suporte à criação de assets, animações e até modelagem automatizada a partir de fotos.
A visão da empresa é que a IA funciona como um catalisador criativo e permite com que pequenos times acelerem suas produções e alcancem níveis de qualidade mais altos com menos recursos.
“Em um trabalho totalmente artesanal, por assim dizer, o artista demoraria meses, talvez anos para fazer. E agora com a IA, o mesmo artista pode atingir aquele resultado que ele quer, do jeito que ele quer e em muito menos tempo apenas automatizando várias etapas do processo”, concluiu.
RTX Kit busca facilitar integração com motores como Unity e Unreal
Para oferecer um suporte de qualidade aos desenvolvedores, a Nvidia explicou ao Voxel que vem consolidando suas principais tecnologias sob a aba do RTX Kit — um pacote para desenvolvedores que reúne ferramentas como DLSS, Reflex e Ray Tracing.
Além disso, as novas soluções anunciadas junto com a série RTX 50, como Neural Shaders, compressão de texturas e Mega Geometry, também estão inclusas nesse pacote.
“O RTX Kit está disponível tanto para desenvolvedores grandes quanto pequenos”, explica Ziebert. O pacote oferece suporte universal e já está pronto para uso em motores como Unity e Unreal — e, certamente, permite aos estúdios com menor infraestrutura implementar soluções de última geração em seus projetos.
Linha RTX 50 traz o Reflex 2 como um dos principais recursos de nova geração
No que diz respeito à nova série RTX 50, as placas dessa linha terão o Reflex 2, que é voltado especificamente para jogos competitivos. A nova versão do recurso, inclusive, estará disponível incialmente em games como The Finals e Valorant, além de foco inicial na linha 50 — mas também chegará em outras placas RTX mais antigas no futuro.
Além de testar os jogos dos estúdios brasileiros, o Voxel também teve contato com o Reflex 2 no estande da Nvidia na Gamescom Latam 2025. Caso não conheça, o Reflex é uma tecnologia que reduz drasticamente a latência entre seus comandos e o que acontece na tela.
Com ele, suas ações são registradas quase que instantaneamente — então é um recurso valioso para quem joga títulos como Valorant, Call of Duty e Fortnite, principalmente no cenário competitivo. Certamente, o Reflex 2 é uma evolução considerável da sua primeira versão e proporciona uma responsividade quase que imediata em jogos de tiro.
O Voxel jogou alguns minutos de The Finals, shooter competitivo da Embark Studios, para ver na prática como o Reflex 2 funciona — e, bem, o tempo de resposta da nova tecnologia é realmente surpreendente.
O Frame Warp, um dos recursos da funcionalidade, reduz ainda mais a latência com base no click do mouse no jogo, então é tudo absurdamente responsivo.
Fonte: Tecmundo





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