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Nova CNH: Carnaval registra alta de acidentes e mortes nas rodovias federais

O aumento no número de acidentes e mortes nas rodovias federais durante o Carnaval de 2026 reacendeu um debate sensível: as mudanças recentes no processo de habilitação, conhecidas como “nova CNH”, podem ter impacto na formação dos condutores brasileiros?



Dados divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), indicam crescimento nas ocorrências graves em comparação ao mesmo período do ano anterior, com 1.241 sinistros de trânsito, 130 óbitos e 1.481 feridos. Em 2025, foram 1.190 sinistros, com 85 mortes e 1.433 feridos, respectivamente. Os números mostram um aumento de 8,54% nos sinistros de trânsito graves e que a maioria das vítimas estava em automóveis e motocicletas.



Alterações promovidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) reduziram a carga horária obrigatória de aulas práticas e flexibilizaram etapas do processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação. Defensores das mudanças afirmam que as medidas reduziram custos e desburocratizaram o acesso ao documento.



Críticos, no entanto, sustentam que a flexibilização pode ter comprometido a preparação técnica e psicológica dos condutores, especialmente em situações de risco, como viagens longas em feriados prolongados.



O Carnaval é historicamente um dos períodos mais críticos nas rodovias federais, com aumento significativo do fluxo de veículos. A combinação de festa, consumo de álcool e pressa para chegar ao destino potencializa comportamentos imprudentes.



Segundo a PRF, as principais causas dos acidentes registrados neste Carnaval foram:



  • Excesso de velocidade;

  • Direção sob efeito de álcool;

  • Ultrapassagens indevidas;

  • Uso de celular ao volante;

  • Fadiga em viagens prolongadas.



Embora não haja, até o momento, estudo conclusivo que relacione diretamente a “nova CNH” ao aumento das mortes, o debate sobre a qualidade da formação ganha força diante do crescimento dos índices.



Especialistas divergem sobre onde está o maior problema: na formação inicial ou na fiscalização insuficiente. Para alguns, o endurecimento das penalidades e o reforço das operações da PRF são fundamentais. Para outros, investir na base, com formação mais rigorosa, avaliações práticas mais exigentes e campanhas educativas permanentes,  é o caminho mais eficaz.



O fato é que o Carnaval de 2026 termina com números preocupantes e uma discussão inevitável: flexibilizar o acesso à habilitação trouxe benefícios administrativos, mas a que custo para a segurança nas estradas?



Enquanto autoridades defendem que a responsabilidade final é do condutor, cresce a pressão para que o modelo de formação seja reavaliado à luz dos dados recentes. Afinal, cada estatística representa uma vida perdida, e um sistema que precisa responder.




 
 
 

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